sexta-feira, 26 de abril de 2013

Essay #1: The Perks of Being a Wallflower

I didn't know how to begin, so I got my book and decided to base my essay on the "Reading Group Guide" in the end of the book. I hope you don't mind, I'll probably do the same thing with my other essays. It's a bit hard to just choose a topic by myself and talk about it. Anyway, here it goes:

Who did you identify with the most? Did you see parts of yourself in any one specific character?
Charlie. Don't give me that "You just wanna be the main character" bullshit because that's not even a thing. Ok, maybe it is, but fuck it. It is a bit obvious why I can relate to Charlie, but I will explain nonetheless. He is very confused and sensitive. I tried to pretend that I was strong for a while, but the truth is that I'm sensitive as fuck and I feel other people's pain. There's a moment when Charlie says something like, "there's too much pain. Make it stop" and I couldn't relate more. This world is so fucked up. People are killing people for no reason, some think that rape is not the rapist's fault, but the victim's, people blame innocent people... I mean, what the hell? How can I make it stop? Or, how can I stop caring? Well, I fucking can't. Because if I do, I'll feel numb and what's the point of living if you're not actually living, but only existing? Ya feel me, nigga?
So, back to Charlie, I feel him. Do you remember when he goes all nuts and his parents find him naked in the living room, before he wakes up in the hospital? I went through something like that. Except I wasn't naked. And I didn't wake up in the hospital, because my parents are against that shit. I cut my wrists once. Don't get me wrong, though, I didn't want to kill myself. Not at that moment, at least, no. So, I locked myself in the bathroom and cut my left wrist with a razor blade. My mother started calling me from the hallway. I panicked. I did not have the strenght to get out of there and pretend, like I had so many times before, that everything was okay. So I just unlocked the door, opened it and stared at her. It didn't take long for her to see my wrist bleeding and she took me to the living room, where my dad was asleep on the couch. She started crying, I started crying, it was just a big fucking mess. I wanted to say that I was sorry, but I wasn't really. And in the book, in the moment Charlie's parents find him in the living room, I can relate. I like to believe we felt the same way; powerless, just real tired of this bullshit. Out of control. And Charlie did get out of control very easily, so I think that's why I relate to him a bit too. Neither of us have real problems in our lives, but we're lawyers of the lost causes and we feel other people's pain. Maybe we were born to suffer and that's our big 'mission'. If that's true, well, it sucks.

2. Discuss Charlie's character. Is he sympathetic? Would you be friends with Charlie? Why (not)?
I think I've discussed this a lot already, but yeah, I do think he's sympathetic. He's also empathetic. Empathy is a big part of him.
Well, I'm not sure. It feels like too much of a responsibility to be friends with someone like him, who would most likely take a bullet for you instead of living his own life, but at the same time, he'd be the most loyal person you'd ever encounter. You'd also be always wondering if you would ever get to see him again or if he'd kill himself after you left.

3. What do you think kept Charlie from participating when he entered high school? What held him back? Have you ever felt the same way?
Charlie had already seen a lot of suffering in the world, he was a watcher, not a player. He thought he'd be safer watching, because once you enter this sick game some people call life, you better hope for the best, but expect the worst. He was afraid of life and I understand why. Yes, I have. I still do.

4. Discuss the following passage: "You can't just sit there and put everybody's lives ahead of yours and think that counts as love. You just can't. You have to do things."
Allow me to go full ignorant here and just say, you can do whatever the fuck you want to do. Or don't want to do, in this case. What you shouldn't do, though, is blame it on people. If I don't feel like living my life, that's fine, my problem, but I can't say it's your fault, because I am helping you live your life. That sounds like bullshit. Also, love is when you help people get where they want to. You don't have to stop living for that to happen. Recalibrate your morals, Charlie.

5. The Perks of Being a Wallflower grapples with a complex, universally difficult stage of life. What reflections did it inspire about your own life? What parts of the story resonated most deeply with you?
It was like seeing myself from a different perspective with some slightly particular changes. I'm not sure how I feel about it yet. It changed something in me, made me understand myself better, but I can't say it made me feel better. I can't say yet. Maybe one day, but not today.

domingo, 21 de abril de 2013

Não conte para ninguém sobre o que está escrito aqui, não se desespere com o que ler, não tome medidas desesperadas. Não divida este link com ninguém. Não quebre a minha confiança.
Como reagir quando em tudo o que você acreditava cai por terra?
Sonhei que um carro grande preto estava me perseguindo na estrada. Logo, interpretei que era um carro funerário atrás de mim; logo, interpretei que a morte viera me buscar; logo, parei no acostamento e esperei, mas o carro me ultrapassou e parou há aproximadamente 300 m à minha frente. E o motorista apenas observava.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

sábado, 23 de março de 2013

Not sure if I just want to punch the wall and break my fingers or go a bit further and overdose.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Eu estou doente. Não sei o que há de errado comigo, mas sei que nada está certo. Sinto como se houvesse algo dentro de mim que não me pertence, como se outra personalidade estivesse tomando conta do meu corpo e eu não gosto disso. Quero saber como expulsar esse outro eu de dentro de mim.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

"Estamos todos sentenciados ao confinamento solitário dentro de nossas próprias peles, para o resto da vida."

- Tennessee Williams

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Uma verdade: metade das coisas que digo é mentira. A outra metade tem 75% de chance de ser também.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Eu me sinto tão descartável.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

E então, com os olhos avermelhados, as bochechas rosadas e úmidas, os pulmões movendo-se em espasmos devido aos soluços, ele olhou para mim. Aquele tipo de olhar que entrega tudo, que te deixa transparente e o mais vulnerável possível. Eu podia enxergar todas as suas dores, mágoas, decepções. Era como se ele fosse um filhote abandonado, frágil e com medo. Entre os soluços, com os olhos ainda fixados em mim, ele me fez uma pergunta. "Quando foi que o mundo se tornou tão frio?"
Eu desviei o olhar, desconfortável por saber que eu não tinha uma boa resposta para aquilo. Quando foi que o mundo se tornou tão frio? Quando foi que as pessoas começaram a adorar objetos e usar pessoas? Quando foi que o ser humano passou a ter um valor tão baixo, digno de pena, inúmeras almas tornando-se nada além de objetos irrelevantes? Quando foi que se tornou comum pessoas matarem umas às outras, machucá-las, quebrá-las como se fossem um brinquedo? Eu não conseguia me lembrar de quando as coisas mudaram ao ponto de se tornarem vãs, descartáveis.
"Eu não sei," respondi sinceramente. Abaixei os olhos, fitando o chão e balancei os ombros de forma despreocupada. "Já estava assim quando eu cheguei."

terça-feira, 8 de maio de 2012

Ter as mãos trituradas, ossos expostamente quebrados, olhos arrancados e um banho de álcool após uma sessão de cortes profundos me parece mais agradável do que viver.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Vivendo em segundo plano.

Sou sempre aquela que fica de lado, guardada pra depois, a coadjuvante. Não sou importante, nem memorável, nem relevante. Não sou ninguém. Não sou nada, não sirvo pra nada. Ninguém precisa de mim, ninguém necessita da minha presença, da minha existência, do meu respirar. E é aí que eu começo a me perguntar: pra que eu existo, só pra decorar? Um plano de fundo, esquecida do mundo.

Se é só pra decoração, segunda opção, estepe pra prevenção, pra quê existir, sentir, ferir e ser ferida? Dor ardida, bizarra, maldita, macabra. Ego ferido, desespero sentido, mente fodida e alma vulneravelmente despida.

Melodramática, sistemática, automática. Atormentada, desesperada, acabada. Morta, viva, tanto faz. Minha felicidade que nunca existiu, aqui jaz. Tenho medos, segredos, tormentos, pretextos. A mania de reconhecer meus defeitos, mas nunca concertá-los. Apenas abafá-los, calá-los, enterrá-los.

Escondo-me, ignoro-me, desfolo-me. Uso a tristeza como combustível, o desespero como fusível. Sou meu pior inimigo, mas meu ombro amigo, porque sei que posso contar só comigo. É difícil aceitar, mas nos momentos mais importantes, relevantes, instigantes, estamos sempre sozinhos. Tanto ao nascer quanto ao morrer. Como um moinho, girando sozinho, sem nenhum vizinho. Sozinhos, aflitos, perdidos.

Se estou sozinha, pra quê me preocupar? Eu posso passar uma faca na jugular, sofrer um acidente veicular, cortar-me e deixar sangrar. Nada como deixar a vida (ou a morte, caso seja mais forte) nos levar. Não vale a pena sofrer, doer, remoer, viver. É só deixar acontecer, esperar pra ver.
O que você deve entender sobre mim é que sou uma pessoa profundamente infeliz. Eu não desejo a morte, porém, igualmente não desejo a vida. O que eu quero é algo inexistente, surreal, imaginário. Dormir o tempo inteiro, ter os meus dias dominados por sonhos e pesadelos que nada mais são além disso, criações da mente. O que é real não me serve, não combina, não dá certo. Eu clamo o inexistente como forma de existência.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Quando começo a abrir espaço na minha vida para as pessoas, elas chegam só pra avisar que estão indo embora. Ou, na maioria das vezes, nem avisam.

Talvez seja porque eu demoro demais pra deixá-las entrar e elas acabam perdendo o interesse, ou simplesmente porque eu não sou nada interessante. Não saber a razão está me deixando louca.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Fantasmas do passado.

Fazia muito tempo que eu não pensava em você. Meses. Eu não me atreveria a dizer anos, porque sei que não seria capaz de te manter longe da minha memória por tanto tempo. Eu sinto a sua falta. Sei que não deveria, que você provavelmente nem se lembra mais de mim, mas você se tornou uma parte de mim há muito tempo. Você. Você. Você. Puta merda, você.
Por que você sempre tem que voltar? Por que você ainda existe na minha memória? Puta merda. Eu me sinto ridícula e me repreendo quando me pego pensando em você. Onde será você está agora?, eu penso. Será que eu ainda poderia entrar em contato com você? Você se lembraria de mim? É claro que sim. Sim. Você se lembraria de mim. Eu sei que sim, não dá pra esquecer os anos e tudo o que passamos assim tão facilmente. Você se lembra. Acho que a pergunta mais importante é, você ainda pensa em mim como eu penso em você? Você fica relembrando nossas conversas, as coisas idiotas que falávamos um pro outro, nossas risadas...? Você se pergunta onde estaríamos hoje se as coisas estivessem ao nosso favor?
Eu te amei. Não sei dizer se ainda te amo. Acho que uma parte de mim vai continuar a se lembrar de você por algum tempo, ainda. Apesar de tudo, eu não estou pronta pra te esquecer. Lembrar-me de você dói, mas também mantém meu coração aquecido e ele bate mais forte, confesso. Fico me lembrando dos seus olhos, lindos olhos, azuis como o fundo do oceano e igualmente misteriosos; fico me lembrando de quando você me chamava de "morena", de quando você me contava as suas histórias e de como você venceu uma competição entre bandas, mesmo que você estivesse me contando pela quinta vez. Eu gostava de te ouvir. Eu gostava de você. Eu gostava de você?
Talvez. Não sei mais. A minha racionalidade sempre me disse que era estúpido gostar de alguém que nos causa dor. Eu sabia que era errado, que eu não deveria. Mas mesmo assim, pus a razão de lado e deixei-me levar uma só vez. Foi o suficiente para eu aprender. Eu me fechei, tornei-me reclusa e é culpa sua. Talvez eu não tenha te amado tanto quanto pensei, mas a dor que eu senti foi o bastante pra me fazer enxergar, pra me fazer entender que gostar das pessoas causa dor. As pessoas vão te abandonar, te decepcionar e não há nada, absolutamente nada que possamos fazer pra mudar isso, exceto tornarmo-nos reclusos. E essa foi a minha escolha. Eu escolhi esconder tudo de bom em mim, mastigar a minha alma e cuspi-la como se fosse lixo, porque ela não me era mais útil. Ela não me trazia nada além de sofrimento. Você não me trazia nada além de sofrimento.
Às vezes eu penso que eu também devo ter lhe causado dor, que algumas vezes eu errei e fiz coisas que te magoaram. Mas elas te magoaram mesmo? Você sequer se importava o bastante para deixar-se se magoar? Eu não sei a resposta para nenhuma dessas perguntas que me assombram, e como elas me assombram. Eu queria poder obter as respostas, mesmo que em nome da curiosidade, apenas. Eu queria poder falar com você de novo. Queria poder voltar no tempo e fazer as coisas de uma forma diferente.
Mas que merda, você! Eu quero te esquecer. Não quero mais pensar em você... Um dia eu ainda esquecerei seu nome. Esquecerei tudo sobre você, tudo o que você me disse e o que eu sentia ao simplesmente falar com você. Essa abstinência vai passar, ela tem que passar. Por mais que algo ou alguém seja grande, sua abstinência não pode durar tanto tempo assim. E não vai durar tanto tempo assim. Eu não te quero mais me assombrando, me puxando de volta para reviver o passado. De ti, nada mais quero além de distância não só física, mas também mental.
Suma da minha mente, Jimmy. Suma da minha mente, agora! Saia e não volte mais. Não se esqueça de fechar a porta ao sair, você não é mais bem vindo aqui.

sábado, 21 de abril de 2012

A existência de brócolis não afeta, de forma alguma, o gosto do chocolate.

domingo, 15 de abril de 2012

Uma breve descrição de quem me pertence.

Tainá Betiol diz:
Conte mais sobre a personalidade das suas personalidades, fiquei curiosa.
HAUAHAUA

Juliana . diz:
UHAHUAUHAUHUA.
Ok.
A Alma, como o nome já sugere, é a parte mais simpática, doce e frágil. Ela só quer fazer amigos, criar laços e ser feliz na companhia de outros.
A Liana tem uma personalidade mais "Foda-se", ela não liga pra nada nem ninguém. Ela não precisa de ninguém. Ela é emocionalmente independente e não liga pra nada.
A Alaska é a minha parte auto destrutiva. É a minha parte ferida, cheia de cicatrizes que eu carrego desde sempre. Ela é o lado mais depressivo, irresponsável e impulsivo.
E só.

Tainá Betiol diz:
E a Juliana? Como ela é?

Juliana . diz:
É a única parte que eu não consegui decifrar ainda.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Eu sou uma granada, eu pensei. Tudo o que eu sinto, penso, sofro e tudo pelo qual me desespero acaba me corroendo por dentro e tornando mais fácil a saída do pino, tão pequeno, não obstante importante. O pino é a única coisa impedindo que a granada exploda, e o meu está se soltando aos poucos, e então de uma vez só. Eu tenho medo de imaginar o que acontecerá quando ele sair de vez. Será apenas uma questão de tempo até que eu exploda.